quinta-feira, 30 de maio de 2013

Falando curto e grosso ( calma minhas senhoras que ainda não se desceu de nível eh eh)


Pois bem... tenho de lançar um alerta, uma vez que ouvi hoje na rádio que os tubarões andam mais perto da Costa Portuguesa. E como o Verão se aproxima...

Mantive a calma, até porque se diz que a carne portuguesa é muito salgada e isso, mas o que me preocupou foi que um conjunto de peritos  afirmam que não nos devemos preocupar, para não nos alarmarmos que os dentuças não se chegam perto da costa. Mas onde é que se fizeram testes em campo? Esses tais peritos enfiados na praia do Guincho com água até à cintura e a dizerem: " venham cá! olha o belo do cientista delicioso!?" Testes não fizeram nenhuns de certeza, É que os tubarões não são parvos... ponham lá a Catarina Furtado a ver se eles não dão umas dentadinhas!! Se bem que se calhar não calham só tubarões na rifa.

Pois é, mas lançada a ideia de bicharocos simpáticos de dentes afiados, a "nadarem" ao pé da malta, faz-me lembrar um filmezito de Spielberg, em que se passa a seguinte cena: " Ah, podem ir pá praia, não façam cenas..." e trucas!! lá vão umas meninas todas simpáticas em bikini pó bucho do bicho. Também se diga que naquele tempo não haviam daquelas da Baywatch que decerto poderiam combater esta praga só com aquela bóia vermelha ridícula e um par de mamas cheias de silicone: " e toma lá com este mamilo, que é para aprenderes..."
Estou mesmo a ver alguem a gritar: "Tubarão!!!", e o pessoal a fazer os 100 metros em poucos segundos, mais ou menos se alguém gritasse: "Bibi!!!", numa escola infantil.

Mas que fazer ao depararmos com um esqualo com dentição múltipla?? Uns dizem para pararmos qualquer movimento. Pois tá bem, e a malta vai ao fundo,não?! Outros dizem para aplicar um murro no nariz do bicho ( tipo o filme da Lara Croft e o berço da vida). Tenham juízo! Se calhar também acreditam no pai natal?!! Penso que a solução está nos cheiros, e alguns cientistas dizem que eles têm um olfacto muito apurado. Ora bem, nós os portugueses estamos safos. Como se sabe a malta gosta muito da bela da feijoada e do belo do cozido, vai daí até temos prática no jacuzzi artesanal, muito aperfeiçoado na banheira lá de casa... caso não estejam para aí inclinados por causa da aflição de ver o tubas prestes a atacar, nesse caso recomenda-se a bela da meia, estrategicamente usada durante uma semana no téni, sem oxigénio ou ar puro, dormindo fielmente sempre calçado. Há um inconveniente, muito será o peixe à sua volta, morto, ao entrar na água, mas é um preço justo para manter os malandrecos do trinca-trinca longe de si. Também pode acontecer que muita gente fique longe de si, mas são uns invejosos por não se terem lembrado desta táctica.

Senhoras com equipamento de silicone estão safas. Tubarão que se preze  não gosta de pastilha elástica. podem é ser confundidas com alforrecas ou assim... e caso isso aconteça temos outro problema: as organizações ambientalistas a protestarem contra o envenenamento dos antropófagos marinhos...

Numa outra reportagem li (porque às vezes vou à casa de banho de amigos meus  e eles têm lá umas revistas interessantes), que não há médicos de família suficientes, e que as pessoas não sabem o que fazer, desesperando em horas infindáveis de espera para serem atendidos. 

Mas o que é isto? 

 Eu tenho pena deles...Experimentem passar o dia todo a ouvir: "tenho dores aqui, perdi o braço ali..." é de dar em loucos. Não admira que muitos deles no final do dia tenham de ir para clubes de golfe ou férias prematuras para as Caraíbas. 

Não conseguem médico? Há que auto medicar. Têm dor de cabeça?  Aspirina nas trombas. 

Pimbas com Xanax ou valium se tiverem outro tipo de problema físico Deixem lá os srs dôtores! 

 Se calhar o ideal era videoconferência. Eles no campo de golfe e o doente dizia os seus males. enquanto se enfiava a bola no buraco (vocês têm mesmo mentes perversas), ditava a medicação e posologia. Há que facilitar a vida dos meninos, caso contrário ninguém quer ser médico... pudera... quase que têm de trabalhar... Chiça!!!!

 Bem disse o meu pai para ir para medicina, política ou engenharia, mas lá está,  não gosto de golfe...

Forte abraço

segunda-feira, 27 de maio de 2013



Um restaurante brasileiro que vai abrir brevemente em Berlim despertou a curiosidade, mas também a indignação, ao anunciar na sua campanha publicitária que procura doadores para oferecer especialidades canibais aos seus clientes.

In TSF notícias (há já algum tempo...)

Meus senhores e minhas senhoras!! A loucura está instalada! Tive de ler a notícia várias vezes até acreditar…

Que a justiça portuguesa demore 6 anos a debater a problemática do Freeport para vir dizer que não tiveram tempo para “ouvir” o maior visado no assunto ou que já se façam operações para devolver a virgindade a senhoras com quarentas e cinquenta anos ( muito bom para prenda de Natal !) ainda consigo aceitar…

Agora acho que estamos a ir longe demais. Alguém anda obcecado com a saga dos filmes “Silêncio dos Inocentes” e penso que até a Jodie Foster nunca pensou haver um nicho de mercado para consumidores de chicha humana. 

Há uns tempos, quando descobri que havia um sem número de pessoas que gostariam de fazer parte de um grupo gastronómico altamente selectivo (cada repasto chega a custar mais de 500 euros…), cujas refeições são compostas de tarântulas fritas, polvo vivo e panados de escorpião e sabe se lá que mais… ou que os chineses adoram gelados de formigas e pipocas de escaravelho e batidos de ovas de osga, devo dizer que tive de me conter um pouco, não só a minha surpresa em forma de “ O QUÊ ?!!!” num elevado tom cujos decibéis iriam certamente incomodar quem me mostrava a notícia, como grande parte do almoço que na altura se revirou no meu pobre estômago.

Alguém diga a estes “empresários” da restauração que algo distingue um belo prato de moelas em detrimento de um outro cheio de goelas. Que comer um bife do lombo, não é propriamente de um alemão que resolveu “perder uns quilitos”.

Medo! Muito medo, quando se considera sequer uma situação tão bizarra. Não tarda nada começa a haver “homens-quentes” em vez de “cachorros-quentes”(que nunca duvidei ser uma brincadeira…acho eu!!)
Mas que raio de ementas terão estes “chefs de haute cuisine ” antropófaga?: Caril de miolos? Fígado na brasa ? filetes de cú  tenrinho?  Tudo regado a sangria (cujo nome do líquido já diz tudo?).

Vi em tempos um filme de ficção cientifica, cujo nome não me recordo, referente a uma humanidade atingida por devastação nuclear e guerras, e cujo único alimento eram umas espécie de algas (diziam os governantes), e cujo protagonista acaba por descobrir que eram os cadáveres dos moribundos, dos idosos e dos pedintes e mendigos, reciclados, que acabavam em papa para consumo da restante população mundial. Bonito filme para ver em família…

Estamos a viver momentos estranhos. Na verdade começam já a pensar-se em vários tipos de situação associada ao canibalismo… por exemplo vegetariano: Só comem cabelos, plantas dos pés e…os tomates! Ou pegar na ideia que Vlad - o Sanguinário teve de empalar os inimigos – Espetadas Kebab!!

Tenho ideia que já não vou lanchar… o apetite como que se esvaiu pelas imagens horríveis de uma imaginação demasiado fértil. Pelo menos é só imaginação, já que outros colocam a sua distorcida ideia de rodízio de carnes, no mínimo, num patamar, que apenas posso referir como: “Um pequeno passo para o homem… um grande desejo de indigestão para quem se lembrou de comer o pé do pobre homem…!

Bons petiscos eh eh

sexta-feira, 24 de maio de 2013

sorrir e fazer sorrir começa agora...


Robin dos Bosques Precisa-se
Neste meu Portugal, começamos a encarar a ideia de, em breve, surgir pessoal em collants (ou leggings para acompanhar a moda) a assaltar os ricos para dar aos pobres (que muito possivelmente será quem assalta, mas isso agora são questões técnicas). Porquê? Porque a necessidade assim obriga. Será nos jardins de Sintra, do alto dos penedos do Gerês e nas planícies do Alentejo que estes “bandidos” vão lutar contra uma polícia de tal forma bem preparada que já têm de trazer resmas de papel de casa para imprimir os relatórios a justificar que chegaram atrasados naquele dia porque ficaram sem combustível nos carros.
Numa entrevista a um destes beligerantes, poderá ler-se: “ ladrão que rouba ladrão tem mil anos de perdão!” E na verdade para quem ganha milhões, que história é essa de ficar ofendido quando tem de partilhar a sua riqueza com outros? Já cá voltamos…
Acompanhei, até há pouco tempo, em jornais nacionais, a saga de notícias sobre "Pequenos furtos nos supermercados" - publicado no Jornal Notícias de Gaia (edição de 29-03-2012) e ao que parece, num destes casos, se acusava um pobre do roubo de um pacote de ervilhas?!!
Depois de algum tempo (que na justiça portuguesa isto significa anos), o processo chegou às salas do tribunal, onde o réu foi julgado à revelia porque nunca mais o alegado criminoso foi visto apesar de várias buscas por parte das autoridades (que às tantas casou, teve filhos e é agora proprietário de uma cadeia de supermercados…).
Curiosamente apareceu-me o seguinte texto publicado de um profissional do Direito preocupado, retirado da Net:
Mais me custa ouvir e presenciar a retórica do grande comércio de que “todo o crime deve ser punido”, quando já assisti ao desperdício de centenas de pães deitados num contentor do lixo por uma grande empresa ao fim do dia, num local guardado por seguranças privados para que ninguém pudesse aproveitar tais alimentos que estavam prontos a consumir mas que apenas não foram vendidos durante o horário de funcionamento dessa grande superfície”
Eh pá!! Fiquei confuso!! Mas então qué isto??!  Não se deve roubar. É feio. Mas eu próprio já assisti a pessoas a vasculharem no caixote do lixo e pior, serem enxovalhadas e escorraçadas por o fazerem. Como se tivessem alternativa…
Já fui assaltado. Entraram na minha casa e levaram o que quiseram. Fiquei revoltado porque me disseram que era para comprar droga. Pensei para comigo: “Isso não! Se fosse para comprar uma bucha e uns garrafões de tintol ainda aceitava, agora porcarias não!!”
Acabei então por compreender que o acto de roubar, se for nobre, manifesta a necessidade de sobreviver.
Inclusive, para o País sobreviver, torna-se legitimo “roubar” os subsídios de Natal, de Férias, disto e daquilo. Paguem mais impostos (e aqui já lembra outra vez os vilões da história do Robin dos Bosques), menores salários, mais horas de trabalho, enfim aquilo a que se chama a escravatura do Séc.XXI. Isto quem vai tendo emprego. Quem não tem dedica-se a ter esperança, embora até isso vai sendo surripiado lentamente.
Num país onde quem rouba milhões tem posições hierárquicas bastante apetecíveis, ganha o que quer, faz o que quer e quando não corre bem foge para o estrangeiro ou contorna um sistema judicial já deveras viciado e/ou debilitado, parece-me que o surgir de um herói é um imperativo, alguém que roube aos que demais têm, para devolver alguma dignidade a quem tem de almoçar o que lhe calha no contentor  das redondezas.
Eu não posso. Estou a trabalhar até às tantas.  Sou um bom escravo. E até estudei e isso. Mas faltaram me as orientações pedagógicas vulgarmente chamadas de “cunhas” para ser um quadro superior. Além disso collants não me ficam bem.

Aproveito para dizer que não escrevo com acordo ortográfico, apenas porque sou preguiçoso...

Bem haja